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2012-09-13 20:01:20 - Brasil Econômico

Empresa de TI também quer acelerar ritmo de expansão

Carolina Marcelino (cmarcelino@brasileconomico.com.br)


Indústrias de TI se ressentem da inexistência de uma

legislação específica para o setor


Associação, que representa o setor, elabora propostas para viabilizar o crescimento dentro e fora do país.

O Brasil virou referência aos olhos do mundo quando o assunto é crescimento. O país foi o quinto a vender mais carros no primeiro semestre de 2012. Na rede social mais famosa do mundo, Facebook, os brasileiros formam a segunda maior comunidade.

Além disso, a classe C passou a compor o maior contingente da população, com a redução da pobreza extrema nos quatro cantos do país. Mas, quando o assunto é tecnologia ainda é preciso evoluir muito.

Diante disso, a Assespro Nacional, entidade que representa as empresas brasileiras de TI, enviou uma série de propostas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para fomentar o setor de software brasileiro.

As sugestões foram apresentadas levando em conta as discussões entre governo e setor privado do novo Programa Estratégico de Software e Tecnologia da Informação que começam na próxima segunda-feira.

Segundo o vice-presidente de Relações Públicas da Assespro, Roberto Mayer, o setor não tem uma legislação específica. "O nosso setor é tão complexo como uma engenharia. E pior, os nossos problemas são conhecidos e antigos", diz Mayer.

São 12 as propostas da Assespro Nacional,destacando-se entre elas a necessidade da criação de uma cadeia produtiva de TI; a definição do que é software brasileiro; a promoção do empreendedorismo digital; a ampliação do mercado para empresas de TI brasileiras; o desenvolvimento do software como inovação; a necessidade de estimular a competitividade nacional; e, principalmente, estimular a competitividade internacional de empresas nacionais.

"O nosso principal problema é que os softwares livres são desenvolvidos fora do país. Falta incentivo e preparação", afirma Mayer. Para ele, é necessário desenvolver programas de capacitação também. A Associação defende que empresas estrangeiras até podem entrar no Brasil desde que desenvolvam as suas tecnologias aqui.

Hoje o setor de TI e Telecomunicações representa 9% do PIB brasileiro e o número de empresas tecnológicas e de startups não para de crescer. Porém, Mayer ressalva que o sucesso dos empreendedores no Brasil não é motivo de comemoração. "O ritmo de criação está crescendo, mas é ainda menos do que os nosso vizinhos da América Latina", adverte.

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), metade da população ainda está excluída do uso de algum tipo de tecnologia da informação. Por outro lado,o número de brasileiros com acesso à internet passou de 2,87% da população em 2000 para 45% em 2011.

No ano passado as exportações brasileiras do setor totalizaram US$ 1,95 bilhão, e o mercado interno gerou receita de US$ 19,5 bilhões, ante US$ 17,3 bilhões em 2010.

O Brasil, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), é o décimo colocado no ranking internacional de software e serviços. Projeções da ABES indicam que, em 2012, as empresas brasileiras desses dois segmentos deverão registrar crescimento de cerca de 20% em relação a 2011 e alcançar faturamento em torno de US$ 22 bilhões.

"Temos um objetivo único: consolidar o Brasil como centro de referência internacional de excelência em TI", afirma Luís Mário Luchetta, presidente da Assespro Nacional.

A Assespro possui 14 unidades regionais, que representam mais de 1400 empresas de tecnologia no Brasil. Todas elas estão envolvidas no processo de mudança e de criação de um estatuto tecnológico e, até o fim do ano, esperam ter alcançado um resultado positivo em relação às suas sugestões.

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