Bridge

not

Mobilidade

2012-09-13 20:53:36 -

O avanço da mobilidade e os desafios das corporações

Para o ambiente empresarial os ultrabooks farão todo o sentido, pois como evolução dos laptops, oferecerão a potencialidade destes adicionados às facilidades dos tablets e com segurança

Por Cezar Taurion*

Os últimos anos tem transformado o modo como as tecnologias entram nas empresas. Hoje a realidade nos mostra que as novidades tecnológicas são adotadas inicialmente pelos consumidores, que são também funcionários e executivos. Por pressão destes, entram nas empresas. Um exemplo disto é o fato de o maior evento voltado ao mercado de eletrônica com foco em consumo, o Consumer Electronics Show (CES), realizado nos EUA, já ser intensamente frequentado por executivos de negócios e de TI em busca das novas tendências. Os executivos de TI foram pegos de surpresa pela explosão dos smartphones e tablets, que entraram nas organizações pelas janelas, levando-os a correrem desesperadamente em busca de soluções tecnológicas que os integrassem às redes corporativas com o mínimo de segurança. Não será saudável serem pegos de surpresa novamente.

Analisando o mercado vemos também uma tendência clara. Os equipamentos estão deixando de ser uma coleção de mercados separados, integrando-se uns com os outros. Provavelmente, no futuro próximo a maior diferença entre smartphones, tablets, ultrabooks e TVs serão o tamanho das telas. As experiências de uso fornecidas por ambientes operacionais que estarão em todos eles, como a Apple e seu iOS, ou a recente entrada da Microsoft com seu Windows 8 e sua proposta de também oferecer a mesma experiencia comum em qualquer dispositivo, reforçam esta tendência.

Recentemente começamos a ouvir falar de uma nova linha de equipamentos, os ultrabooks, que vieram para cobrir o gap entre os tablets e os já vetustos laptops. Os ultrabooks são uma evolução tecnológica dos laptops ou notebooks, seguindo a tendência da crescente portabilidade. Os laptops são móveis, mas pouco portáteis. É muito mais facil andar no corredor de um aeroporto ou esperar em uma fila de banco manuseando um smartphone ou um tablet do que um laptop.

Os ultrabooks se propõem a levar para o mundo dos PCs, representados pelos laptops, as características dos tablets, sendo bem finos, leves e oferecendo uma bateria de longa duração. Os ultrabooks são, portanto, uma resposta da indústria de laptops ao potencial de portabilidade que os tablets propuseram ao mercado.

O seu nível de adoção pelo mercado vai depender do preço. À medida que seus preços caírem, pela economia de escala da sua produção de componentes, tenderão a substituir os laptops. Suas características de uso, com telas sensíveis ao toque, como os tablets, reconhecimento de voz e outras futuras funcionalidades, farão com que estes equipamentos substituam os laptops do mundo teclado-mouse. Para o ambiente empresarial eles farão todo o sentido, pois como evolução dos laptops, oferecerão a potencialidade destes adicionados às facilidades dos tablets, com as características de segurança exigidas pelas organizações.

A chegada dos ultrabooks, aliada à crescente disseminação dos tablets e dos smartphones, acelerará a tendência de consumerização de TI e das estratégias, já praticamente obrigatórias nas empresas, de adoção do BYOD ou Bring Your Own Device (traga seu próprio aparelho). O cenário futuro vai mostrar as companhias usando uma variedade de equipamentos, como smartphones, tablets e ultrabooks, de acordo com as necessidades dos seus profissionais.

Na prática, teremos funcionários com tablets e outros com ultrabooks. Teremos profissionais que utilizarão o tablet como equipamento principal, especialmente porque executam tarefas mais voltadas ao consumo de conteúdo, enquanto aqueles que produzem mais conteúdo tenderão a utilizar ultrabooks. E os smartphones estarão nas mãos de todos. O resultado final? A curva de saída do paradigma teclado-mouse dos PCs tradicionais, representados por desktops e laptops, tenderá a se acelerar.

enquete

Qual é a marca do seu Smartphone?

too Bridge

CÁLCULO DO ERRO AMOSTRAL